Proposta de criação do programa de pós-graduação em Ciências Agrárias

A proposta de criação de um programa de pós-graduação na área de ciências agrárias é fundamental para atender às demandas da Universidade Estadual de Maringá. Desde 2002, a Instituição conta com os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária no campus de Umuarama e Engenharia Agrícola nos campus de Cidade Gaúcha. Diversos profissionais formados por tais cursos já ingressaram em programas de Pós Graduação em diferentes regiões do país, demonstrando o interesse pela área de pesquisa. Além disto, a Instituição sempre valorizou a verticalização do ensino, apontando para a importância da criação do programa proposto.
Outro fator importante é o desenvolvimento regional. Atualmente, o município de Umuarama é apontado como polo de ensino universitário. Dentro das ciências agrárias, a cidade possui dois cursos de agronomia e dois cursos de medicina veterinária. Além disto, encontra-se próximo a outros municípios que possuem cursos na mesma área, como Cidade Gaúcha, Campo Mourão, Marechal Cândido Rondon, Cascavel, entre outras.
A interveniência do Estado, em consequência, tem sido crescente no sentido de elevar o nível educacional da população, de impulsionar a geração de inovações tecnológicas e de aumentar a competitividade de suas indústrias em produtos e serviços, sempre que possível, contendo altos valores agregados pelo conhecimento. Particularmente, em relação ao desenvolvimento científico e tecnológico pragmático, visando inovações, os governos têm sido criativos na formulação de incentivos fiscais e não fiscais em suporte aos atores acima mencionados, assim como têm posto em desenvolvimento mecanismos que visam aumentar a eficiência e eficácia dos investimentos diretos e indiretos realizados.
A região noroeste do Paraná é forte na prática de agricultura, olericultura, fruticultura, silvicultura e na agropecuária, necessitando cada vez mais de profissionais bem qualificados para atuação nessas áreas.
Diante do exposto, objetiva-se com a criação do Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias, estimular o desenvolvimento do agronegócio brasileiro por meio do desenvolvimento científico e tecnológico, inclusive pelo estímulo à transferência de conhecimentos gerados tanto para empresas do setor privado quanto para o governo e a sociedade civil. Neste contexto, caberá ao Programa atender às demandas do setor agropecuário, por meio da geração de inovação tecnológica; o aumento da participação do capital privado em projetos de P, D & I e o estímulo à cultura de proteção intelectual e ao empreendedorismo na área por meio da utilização de soluções inovadoras. Um dos desafios do Programa será incentivar a inovação tecnológica e a renovação do ambiente no ramo em questão.
O Programa de Ciências Agrárias será composto por pesquisadores engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas e zootecnistas, formados em Universidades conceituadas em todo o Brasil, demonstrando a diversificação de pontos de vista e experiência do corpo docente.
Objetiva-se formar recursos humanos de alto nível em âmbito de pós graduação, para atuar de forma pró ativa no ensino e na pesquisa. Pretende-se, também, com a criação do Programa, facilitar e programar interações entre os vários centros que formarão uma rede de pesquisa e, em particular, estimular interações entre grupos estabelecidos com os ainda emergentes nas diferentes regiões do país. Considerando que o agronegócio é tema estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, a rede de pesquisa irá consolidar esforço interinstitucional para sedimentar o conhecimento gerado e formar novos profissionais nessa especialidade, que certamente irão transferir esse conhecimento para o mercado e contribuir para o desenvolvimento do país.
Torna-se necessário dotar o agronegócio brasileiro de métodos, sistemas e tecnologias voltadas ao atendimento das demandas internas e externas. O Programa vem então contribuir com o agronegócio por meio das ações voltadas ao desenvolvimento da ciência agronômica voltada às diferentes cadeias produtivas, oportunizando o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos. Saliente-se que o aumento na produtividade e na qualidade dos produtos só será possível com o desenvolvimento de novas tecnologias que respeitem o ambiente.
No noroeste paranaense, existe um agrupamento de solos arenosos, denominado Arenito Caiuá, que ocupa 16% (3,2 milhões de hectares) da área total do estado de 20 milhões de hectares. É a mais importante região pecuária paranaense com 2,3 milhões de hectares de pastagens (72%) que suporta, em seus 107 municípios, 36,5% do rebanho bovino do Estado, estimado em 9,6 milhões de cabeças. Apresenta, no entanto, solos com alta suscetibilidade à erosão que, devido a sua fragilidade e manejo encontra-se em adiantado grau de degradação física e química com níveis críticos de matéria orgânica. Salienta-se a necessidade de pesquisas para a sustentabilidade dessa região.